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Reabilitação de Estradas em Tete Melhora Mobilidade, mas Munícipes Pedem Mais Segurança Rodoviária

População aplaude pavimentação da via FIPAG–Terminal do Bairro Azul, mas defende a colocação urgente de lombas e valas de drenagem. Texto ampliado Munícipes da cidade de Tete manifestam satisfação com a recente reabilitação da estrada que liga o FIPAG ao Terminal do Bairro Azul, no bairro Chingodzi, mas apelam às autoridades municipais para a colocação de lombas e a construção de valas de drenagem, de forma a garantir maior segurança rodoviária e durabilidade da via. A estrada, com cerca de um quilómetro e meio de extensão, foi pavimentada e inaugurada recentemente pela edilidade, numa intervenção que veio aliviar significativamente a transitabilidade de automobilistas e peões naquela zona central da cidade. A obra surge como resposta a antigas preocupações da população, que durante anos enfrentou enormes dificuldades para circular no troço devido ao seu avançado estado de degradação. Antes da reabilitação, o percurso era marcado por buracos, poeira e constantes avarias nos veículos, tornando a circulação um verdadeiro martírio para quem dependia da via no dia a dia. Para muitos moradores, a pavimentação representa uma melhoria visível e necessária. “Porque nós sempre queremos que as nossas estradas estejam bem. Estamos a gostar muito do trabalho que está a ser feito”, afirmou Tomé Santos, um dos munícipes entrevistados, sublinhando, no entanto, que ainda há aspectos a melhorar. Na mesma linha, João Evaristo recorda as dificuldades enfrentadas anteriormente. “Durante muito tempo a estrada estava cheia de buracos. Era preciso redobrar a atenção para não danificar a viatura. Agora nota-se claramente a diferença”, disse. Já Osvaldo Manhiça destacou que, apesar do bom estado actual da via, ainda existem preocupações. “Antes havia muita poeira e éramos obrigados a reduzir a velocidade. Agora melhorou bastante, mas ainda há alguns pontos que precisam de atenção”, referiu. Apesar do reconhecimento pelo trabalho realizado, alguns munícipes mostram-se apreensivos com a ausência de lombas e de valas de drenagem, sobretudo em zonas de curvas acentuadas, onde o risco de acidentes é elevado, especialmente durante a noite ou em períodos chuvosos. Tomé Santos fez um apelo directo às autoridades municipais. “A única coisa que pedimos é que haja valas para o escoamento da água e lombas, principalmente antes das curvas. Aqui corre muita água e há perigo de acidentes, sobretudo quando as pessoas regressam da diversão”, alertou. Em resposta às preocupações da população, o presidente do Município de Tete, César Carvalho, explicou que a pavimentação da estrada faz parte de um plano mais amplo de melhoramento das vias de acesso na cidade. Questionado sobre a ausência de lombas e valas de drenagem no projecto inicial, o edil classificou a situação como um “mal menor”. “É um mal menor e está ao nosso alcance resolver. Fizemos primeiro a parte essencial, que é a estrada. As lombas podem ser colocadas posteriormente, pois trata-se de um trabalho mais simples”, assegurou. César Carvalho revelou ainda que a obra teve um custo aproximado de 28 milhões de Meticais e confirmou que o município tem em carteira um novo projecto de reabilitação de cerca de quatro quilómetros da via que liga Canongola ao Mercado Kwachena, cuja execução está prevista para ainda este ano.